Crianças e jovens: quais direitos lhes cabem?

Fonte: Danielle Araújo e Cayron Henrique Fraga



“Hoje em dia, o problema é que as crianças têm muitos direitos...”. Quantas vezes você já ouviu essa frase? Esta é uma afirmação que sempre ouvimos nas rodas de conversa quando o assunto é a dificuldade em se lidar com os comportamentos das crianças e, principalmente, dos adolescentes. Mas, como isso se dá na prática? Será que, realmente, eles ou elas possuem muitos direitos? Mais ainda, será que todos os seus direitos são exercidos de maneira plena?

A imagem que construímos sobre as crianças, relacionada à fragilidade e vulnerabilidade, nos leva a considerar preponderante e urgente a necessidade de serem protegidas. Isso é verdade, em certa medida, se considerarmos as suas especificidades biológicas, o fato de terem poucas experiências concretas de vida, e, portanto, serem mais propensas a correr determinados riscos. Uma criança, por exemplo, de três ou quatro anos de idade pode não ter o devido cuidado ao atravessar uma rua sozinha ou subir em uma escada, o que faz com que necessitem de auxílio e proteção.

Essas imagens e representações influenciaram sobremaneira a construção dos Direitos de proteção das crianças. Tanto a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, de 1989, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, preveem, entretanto, além desses Direitos de Proteção, outros dois tipos de direitos: os de provisão e participação.

A tendência geral das pessoas, contudo, é enfatizar e defender somente os Direitos de Proteção, quando todos os 3P’ (Proteção, Provisão e Participação) são necessários e importantes para que sejam alcançados patamares de bem-estar das crianças e adolescentes.

A questão a indagar, dessa maneira, é a seguinte: o que a ênfase quase exclusiva nos direitos de proteção, em detrimento dos demais, representa para a infância, enquanto um grupo minoritário e, portanto, em desvantagem, que possui poucos espaços de participação e reivindicação na nossa sociedade?

Apesar de beneficiá-las quanto à sua necessária proteção, essa ênfase pode fazer com que não as consideremos em sua plenitude, ou seja, enquanto sujeitos possuidores de outros direitos, para além dos de proteção. Dessa forma, negligenciamos, por vezes, os seus direitos de participar nas decisões e discussões dos assuntos que lhes afetam. Quais espaços lhes são legitimamente direcionados para isso?

Esses são questionamentos e reflexões que precisam aparecer nas discussões do cotidiano, em instituições educativas, nas organizações de bairro e nos espaços de gestão. Dessa maneira, poderemos atender de maneira mais plena as crianças e adolescentes em todos os direitos que lhes cabem, garantindo-os através da Proteção, mas também da Provisão e da Participação.

 

 

Danielle Araújo Ferreira Marques é psicóloga em Rondonópolis e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMT/Câmpus Rondonópolis.

Cayron Henrique Fraga é jornalista em Rondonópolis e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMT/Câmpus Rondonópolis.







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ENSAIO FOTOGRÁFICO: Um olhar sobre Curitiba

Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

 

Por Cayron Henrique Fraga

 

Uma das metrópoles brasileiras mais prósperas, organizadas e com melhor qualidade de vida, Curitiba, capital do Paraná, é exemplo mundial em soluções de urbanismo, educação e meio ambiente.

 

Com cultura eclética, a cidade é marcada pela forte presença de imigrantes italianos, alemães, poloneses e ucranianos, dos quais descende grande parte da população. Isso é notado na arquitetura, gastronomia e costumes locais.

 

A cidade possui cerca de 18 bosques e 25 parques, sendo os mais acessados: Bosque Alemão, Parque Tanguá, Parque Barigui, Parque Lago Azul e Jardim Botânico. E há mais de 100 praças, as mais visitadas são: Praça da Espanha, Praça Tiradentes, Praça Rui Barbosa, Praça General Osório e Praça Nossa Senhora de Salete.

 

 Confira o Ensaio Fotográfico abaixo, na galeria de fotos:


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Cultura popular

Fonte: Revista Cult Circuito - TCC - Cayron Henrique; Emylli Abreu

Foto: Google

“Olha a pamonha! Quentinha, docinha, baratinha!”. Quem nunca ouviu palavras do tipo? Perto de casa, em Cuiabá, anunciava-se muito compra de panela, pedaço de ferro, estrutura de sofá, tudo que fosse de metal. Isso quando não era picolé, suquinho, laranja, melancia, uva... Taí a cultura popular.

 

Na casa da minha avó, vira e mexe, aparecia benzedor, umbandista, receita caseira pra dor de cabeça, estômago, rim, costas, simpatia pra não chover (era só pendurar o sapato de ponta-cabeça; risos). Deixar o chinelo virado, morte de mãe. Correr em volta da mesa também.

 

História de bicho-papão, lobisomem, mula-sem-cabeça, saci pererê, Cuca, minhocão. E mais um monte de coisas herdadas da cultura oral ou mescladas com a cultura de massa via mídia, muitas delas usadas para cuidar de crianças traquinas.       

 

Feijoada, funk e capoeira

 

O professor e pesquisador nordestino Luiz Beltrão chamava as manifestações populares de folkcomunicação (folclore e comunicação). Dizia que as pessoas marginalizadas por questões econômicas, sexuais, étnicas e religiosas utilizavam a cultura para expor pensamentos, apresentar reivindicações, demarcar espaço social.

 

E isso faz sentido. Exemplo: por que brasileiro sacaneia tanto português? Uma das respostas: Portugal nos colonizou, tentou nos subjugar. Nos “vingamos” pela piada. Outra: o sexo latente nas letras do funk carioca. Tem gente que taxa de “putaria”, “falta de cultura”, “apelação”.

 

Mas o funk é, também, um hino à liberdade sexual das mulheres, um grito de autonomia, uma prática cultural feminista. A mulher afirma que também tem o direito de trair, reclama do desempenho do parceiro, faz uma série de exigências.

   

A população negra sofreu no Brasil com a escravidão. Conseqüências são sentidas até hoje: salários menores, preconceito racial, imagem negativa em novelas. Só que a cultura enquanto política e economia movimentam o cenário.

 

Aquele que “não gosta de preto”, come feijoada, assiste filme de Spike Lee, admira capoeira, idolatra Pelé, reza pra Nossa Senhora Aparecida, dança reggae, canta samba e ao menos conhece Zumbi. Talvez não ajunte os pontos, mas sabe ou já ouviu falar da política de cotas e do feriado da Consciência Negra, resultados de explícita pressão sociocultural.

 

Quem procura se desligar da relação com o índio, mesmo assim repete nomes indígenas de rios, cidades e lugarejos, como Jaciara, Juara, Juína, Jangada, Taquari e Arareau. Toma banho todos os dias, come peixe, biju, mandioca, milho, se pinta, usa anel de tucum.       

 

Faculdade, romaria e conversa de boteco

 

 

Podemos ser mais abertos e diversos. Capazes de perceber as misturas que se dão por aí o tempo todo. Algo que nossa mente ainda conservadora não enxerga ou resiste em captar. O mundo nos pede um olhar mais plural, complexo, tolerante, receptivo, sedento do que não cabe em padrões.

 

A partir disso, podemos aprender na escola levando em conta conhecimentos formulados nas culturas de rua, como o hip hop e a pichação. Compreender na universidade que o saber científico é um modo de compreensão e explicação da realidade, não o único nem o melhor. Que existe a ciência popular, expressa no repente, cordel, comércio de feira, joguete de palavras, romaria, lavação de santo, conversa de boteco.

 

Do mesmo modo, compreender que os meios de comunicação podem estar de olhos bem abertos para dar vazão a essa usina de manifestações chamada cultura popular.

 

Em vez de se acomodar com os relatos dos filmes que passam nas tvs abertas e fechadas e nos cinemas, que tal procurar os produtores culturais da cidade para saber o que andam aprontando? Eles estão espalhados pelos campos de várzea, colégios, rádios comunitárias, igrejas, clubes, faculdades, lan houses, danceterias, na vizinhança. Uma parte se reúne em grupo com a finalidade explícita de difundir suas características. Outra nem sabe que o que faz é cultura. Mas ambas interferem na realidade local e compõem o caldo cultural da cidade.

 

Gibran Lachowski, jornalista em Mato Grosso e professor do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

 


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NEM FAZ TANTO TEMPO ASSIM, MAS TUDO PARECE TÃO ANTIGO

Fonte: Thiago Cury Luiz

Foto: Blog Sem Censor "No meu tempo, não se ouvia música “baixada”. Era no vinil (LP), depois na fita cassete".

 

Quando eu tinha 5 anos, tudo era diferente. O que me permite usar a expressão “no meu tempo...”, qualquer coisa que denote uma certa velhice de quem fala.
 
No meu tempo, os telefones públicos, os quais denominávamos orelhões, eram de duas cores: um vermelho, para se fazer uma ligação local; outro azul, que usávamos para falar com quem morava fora, só interurbano. Nada de cartões, como hoje. Era tudo na base da ficha. Se não botasse a dita cuja na hora certa, o contato caía e a ligação deveria ser refeita.
 
No meu tempo, não se jogava vídeo-game pelo computador ou usando disco. Naquela época, nem computador havia – ao menos para a classe média emergente. Os jogos de que desfrutávamos estavam nos cartuchos (ou fitas) do Atari. O meu não era Atari. Era Dactar. Mas as fitas de um cabiam no outro, e era uma festa maluca jogar Enduro ou River Raid. Depois vieram os aparelhos mais modernos: Master Sistem, Mega Drive e Super Nintendo.
 
No meu tempo, quando tocava a vinheta do “Plantão” da Globo, era aumento do combustível na certa. Sempre “a partir da meia-noite”. Lá íamos meu pai e eu ao posto, já noite, pra pegar a “gasosa” ainda mais barata. No mercado, os rapazes com as “maquininhas de preço” nas mãos, várias vezes no mesmo dia, denunciavam que a inflação era galopante, e o Brasil não se insinuava como hoje.
 
No meu tempo, a gente não entrava em aeroporto e shopping. No lugar onde só rico pisava, a classe média passava longe. Quando entrava, era só pra conhecer. Congonhas, pra mim, era apenas atração turística. Quem andava ali era magnata, o mesmo que portava os primeiros celulares, os tijorolas. Os que andavam pelas ruas falando aos celulares eram vistos com reverência, porque “só gente rica usa telefone móvel”.
 
No meu tempo, não tinha injeção eletrônica nos automóveis. Tinha o “afogador”, um comando do carro junto ao painel que eu puxava logo depois de dar a partida. Afinal, antes do meu pai sair, era necessário botar o veículo pra funcionar alguns minutos: era recomendado pôr a bagaça em movimento só depois de ficar um tempo ligado. Ah, é claro: antes de dar a partida, nunca deixava de pisar umas quatro ou cinco vezes no acelerador, justamente para que o combustível fosse injetado do tanque ao motor. Do contrário, não pegava. Quando isso ocorria, no meu tempo, a gente soltava na “banguela” pra pegar no tranco.
 
No meu tempo, não se ouvia música “baixada”. Era no vinil (LP), depois na fita cassete (K7. Por gentileza, não pense bobagem), até que veio o CD. A primeira fita de que me lembro adquirir foi Thriller, de MJ. Assim como o vinil, tinha o lado A e lado B (o único LP que tive foi da Xuxa. Sim, isso é motivo de muita vergonha, algo que gostaria de extirpar da minha infância). Só com o CD que se parou com aquele negócio de vira aqui, vira ali. O meu primeiro disco compacto? Mamonas Assassinas, a banda que gravou um único disco, mas que foi febre no país inteiro.
 
No meu tempo, a gente não assistia Avatar, Harry Potter, “Saga” Crepúsculo e Senhor dos Anéis. Naquela época, era Rambo, Comando para matar, Rocky e Top Gun. Blu-Ray, DVD? Nada! Era fita, amigo. Daquelas que quando o filme chegava ao fim, a gente tinha que rebobinar. Era a pré-história, algo de que não nos dávamos conta, e que hoje causa uma deliciosa nostalgia.
 
No meu tempo, eu ia pra rua jogar bola. Na terra, na grama, no cimento, sempre descalço. Também andava de bicicleta e nadava. A tecnologia não me corrompia, assim como corrompe a moçada de hoje. Talvez porque naquela época esses equipamentos que encantam, facilitam e sedentarizam (seria esse um neologismo?) não podiam ser comprados tão facilmente. Mas creio que eu não trocaria meus carrinhos de fricção por nada.
 
No meu tempo, homem que era homem fazia a declaração do imposto de renda no papel. Preenchia o formulário todo – primeiro a lápis, depois à caneta – e entregava numa agência bancária. Havia qualquer coisa romântica em todo aquele primitivismo. Hoje é tudo muito sofisticado.
 
No meu tempo, os desenhos eram outros. Não sei os que passam agora, mas dificilmente Scooby Doo, Popeye, Caverna do Dragão, Thundercats, Cavalheiros dos Zodíacos, Heman, atraem as crianças de hoje. Elas já nascem evoluídas, praticamente falando, esnobando a ideia de papai-noel, sem crer na magia dos desenhos. Mas quem disse que desenho é só pra criança?
 
No meu tempo, diziam que a rapariga saía do ensino médio pra fazer magistério. Ah, como as moças daquela época sonhavam em ser professoras. Era quase que uma vocação inata. Hoje, arrisque perguntar prum jovem do terceiro colegial se ele pretende prestar vestibular pra virar professor. Não haverá uma mão erguida. Haverá, sim, quem ria da pergunta impertinente, posto que ser professor é cultuar o ridículo, é ganhar pouco, é não ser reconhecido, é apanhar da polícia quando reivindica o básico.
 

No meu tempo se fazia tanta coisa. O meu tempo não foi há tanto tempo assim. Mas parece que sim. Me sinto tão velho...
 
Contribuição do jornalista Thiago Cury Luiz


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Cinema Brasileiro bate recorde histórico com 120 lançamentos em 2013

Fonte: http://divirta-se.uai.com.br

Foto: http://divirta-se.uai.com.br O ator Paulo Gustavo interpreta Dona Hermínia em 'Minha mãe é uma peça', filme nacional mais assistido em 2013.

O ano de 2013 vai ficar na história do cinema brasileiro. De acordo com balanço divulgado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), foram lançados este ano 120 longas-metragem nacionais, recorde se comparado com os números dos últimos 30 anos. Desde 1986, o número de lançamentos não superava a marca dos 100 filmes.

 

Mais lançamentos também geraram recordes de público e renda. Ainda sem computar os resultados das bilheterias nas últimas três semanas do ano, o balanço da Ancine aponta que os filmes brasileiros foram responsáveis pela venda de 23,5 milhões de ingressos, o que gerou uma renda aproximada de R$ 270 milhões. Estes números garantem um market share de 18,3%, bastante superior ao resultado registrado em 2012 que foi de 10,62%.

 

Os cinco filmes com maior bilheteria nacional foram:

- Minha mãe é uma peça, de André Pellenz - 4,6 milhões de ingressos

- De pernas pro ar 2, de Roberto Santucci - 4,2 milhões de ingressos

- Meu passado me condena, de Julia Rezende - 2,9 milhões de ingressos

- Vai que dá certo, de Maurício Farias - 2,7 milhões de ingressos

- Somos tão jovens, de Antonio Carlos de Fontoura - 1,7 milhões de ingessos

 

Outros filmes que também contribuíram para esse resultado foram 'Crô, o filme', ainda em cartaz, 'Faroeste Caboclo', 'O concurso' e 'Mato sem cachorro'. E a boa notícia é que 2014 pode ter ainda melhores resultados com a expectativa de lançamento de 136 filmes nacionais.

 

COMENTÁRIO

 

Por Cayron Henrique Fraga

 

Segundo dados apontados na matéria acima, o cinema brasileiro, comparado nas últimas três décadas, bateu o recorde em 2013 no lançamento de filmes. Eu confesso que sou um apreciador do cinema nacional, vou ao cinema, alugo filmes, pego emprestado, assisto na TV, assisto na internet, enfim, tento acompanhar o que o nosso país está produzindo. Porém, está havendo uma "febre" de filmes de comédia que na minha concepção só está servindo para aumentar os números de bilheteria. Com todo respeito aos fãs, mas, por exemplo, Rafinha Bastos e Fábio Porchat deveriam continuar tentando o sucesso nesses programas de humor, programas de domingo à tarde ou quem sabe o jornalismo mesmo (no caso do Rafinha)... Enfim, filmes como "O concurso", "Mato sem cachorro", "Meu passado me Condena" chegaram com todo o fôlego e inspiração nos filmes besterois americanos, e a Globo Filmes está cativando bem o seu público (eu disse, seu público). Falando de cinema comercial, o que é mais triste é que em algumas salas de cinema (principalmente em cidades do interior), a tendência é que filmes como "Central do Brasil", "O auto da Compadecida", "O Palhaço", "Faroeste Caboclo" percam espaço para histórias fracas, por atuações deprimentes ou pela junção dessas duas coisas.

 


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UNEMAT JÁ! O que está faltando?

Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

De acordo com o site da própria Universidade, foi aprovada a abertura (com ressalva) de mais dois campi da UNEMAT no estado: um em Nova Mutum (Administração, Ciências Contábeis e Agronomia) e outro em Diamantino (Direito, Administração, Enfermagem e Educação Física). Muito bom para o estado, que investe em Educação, mas Rondonópolis ficou de foraO que está faltando? Segundo dados do IBGE, a população de Nova Mutum conta com cerca de 31.649 habitantes e Diamantino conta com cerca de 15.387, ou seja, somando a população dos dois municípios, a população beneficiada não chega a 50 mil habitantes (pouco mais de 47 mil habitantes). Com mais de 200 mil habitantes, Rondonópolis merece um Campus da UNEMAT que possa atender uma grande parcela da população desta cidade. Além de considerar a população, também é preciso levar em conta a força econômica de Rondonópolis, o segundo maior PIB do estado, conforme dados do site da Prefeitura de Rondonópolis.

 

Em campanha, o atual governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, prometeu a abertura de um Campus da UNEMAT em Rondonópolis, o que foi reiterado, algum tempo depois, quando recebeu o documento do movimento UNEMAT JÁ. Com os novos Campi de Nova Mutum e de Diamantino, a região norte de Mato Grosso passa a ter 7 (sete) Campi da UNEMAT, distribuídas nas cidades mais importantes do nortão, enquanto a região sul conta com apenas 3 (três). . Por essas razões, não é possível entender a ausência de uma instituição tão importante no município de Rondonópolis. A cidade precisa mostrar sua força política e pressionar mais para que se abra um Campus da UNEMAT, já! E força política a cidade tem, afinal, Rondonópolis já elegeu 2 governadores e senador, e seus deputados estaduais e federais têm grande representatividade na cena política. E voltamos à pergunta: o que está faltando?


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Sem prestígio rumo à Copa do Mundo

Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

Para muitos, opinar é simplesmente dar palpite ou, unicamente, manifestar interesse sobre alguma preferência. Quando se trata de opinião pública o senso comum se torna ainda mais equivocado. Não importa sobre o que, mas as pessoas gostam e querem opinar. Surge aí a importância da definição de opinião pública que, para muitos, é a opinião da massa, da grande maioria, do “povão”. E essas “definições” seguem um caminho estereotipado até depararem com a real definição do que vem a ser opinião pública. Na década de 1980, existiram vários conceitos sobre opinião pública, não havendo um acordo nas Ciências Sociais, tanto em relação ao conceito quanto a sua formação.

 

Se seguirmos a teoria de Bourdieu, opinião pública não existe. Mas, Rosnay defende a ideia de que ela não só existe como desempenha influência sobre os governantes. De fato as variações sugeridas pela opinião pública sempre serão vinculadas a outras pessoas.

 

O profissional que trabalha em assessoria de comunicação tem a obrigação de saber o conceito de opinião pública. Além de ser de extrema importância a definição dos públicos, do veículo e da linguagem, pois, o trabalho de assessoramento é um trabalho contínuo que envolve atividades sociais, técnicas e administrativas.

 

Podemos dizer que a mídia exerce grande influência na formação da opinião pública, pois as pessoas ainda têm na cabeça a seguinte questão: “É verdade! Deu na TV!”. No caso da televisão, por exemplo, ela consiste em seduzir a atenção para fatos que interessam a todo mundo. Vou ser mais prático, pegarei como exemplo a copa do mundo de 2014 que será sediada aqui no Brasil e, como todos sabem, Cuiabá está entre as cidades escolhidas. A torcida dos mato-grossenses foi intensa, a mídia mais que ninguém ressaltou a relevância e os benefícios que o estado teria caso se tornasse sede de jogos da copa do mundo. Portando, as rezas e as torcidas deram certo e o desejo foi realizado. Agora, na reta decisiva, me parece que a mídia tem se comportado de forma contrária ao evento, enfatizando os gastos e a ineficiência na infraestrutura, o atraso nas obras e a má administração do dinheiro público. E com isso o discurso das pessoas segue o ponto de vista apontado pela mídia.

 

Há quem diga que a AGECOPA (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal) precise de uma boa e bem estruturada assessoria de comunicação para criar uma imagem de prestigio e assim conquistar a aceitação pública. Uma imagem ruim, suja, distorcida, pode arruinar uma empresa, um evento ou uma pessoa. Os momentos de crise devem ser gerenciados por quem realmente entenda da situação. E são nesses momentos que os assessores mais precisam mostrar suas habilidades, pois na crise a solução deve ser maior que a consequência. E uma das ferramentas fundamentais para se ter um bom resultado, é a busca de parcerias e de lideranças.


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Do Rio Grande do Sul para o calor do Mato Grosso. Báh! Essa moda pega!

Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Arquivo CTG - Tropeiros da Saudade Apresentação das invernadas artísticas.

 “Maçãnico, maçãnico... Maçãnico do banhado! Quem não dança maçãnico, não arruma namorado...”. Bota, bombacha, chapéu, lenço vermelho, vestido de prenda e chimarrão! É com esse ritmo e trajados dessa forma que os gaúchos mostram o que o Rio Grande do Sul tem de bom na dança, uma tradição que perpetua até os dias atuais. De início, parece ser uma dança portuguesa, ou algo que esteja fora de nossos costumes, de nosso cotidiano, fora dos ritmos que os brasileiros estão acostumados a ver em festas e baladas. E, de certo, é uma tradição que está longe de nós e ao mesmo tempo não está. Que ela é originada do sul do país, todo mundo sabe, mas que ela existe em Mato Grosso, bem pertinho de nossos olhos, isso quase ninguém sabe.

 

É com iniciativa do CTG (Centro de Tradições Gaúchas), que muitos eventos culturais são realizados, tas como: campeonatos de bocha, boliche, semana farroupilha, baile do chope, almoços e invernada artística. Geralmente, as invernadas artísticas são compostas por três categorias: mirim, juvenil e adulta, e acontecem por através de apresentações e campeonatos regionais e estaduais. Além das apresentações artísticas, os participantes podem concorrer à 1ª prenda e 1º peão. A bacharel em Direito, Laura Taís Peres Frick, é natural da cidade de Alto Garças (MT), mas hoje mora em Cuiabá. Ela fala que dançou nove anos no CTG – Tropeiros da Saudade, de Alto Garças, participou dos concursos e ganhou como 1ª prenda mirim, em 1998, e 1ª prenda adulta, no ano de 2000. “Nós fazíamos uma prova com dez perguntas sobre a tradição gaúcha. Se houvesse empate, era decidido na dança, poesia e culinária”, explica Laura.

 

Mas para quem pensa que as danças tradicionais só são para os gaúchos, estão enganados. A dança contagia os mato-grossenses de tal forma que se tornou miscigenada, o verdadeiro “matucho” (mistura de mato-grossense com gaúcho). Os mato-grossenses começaram a se interessar pela dança e embarcaram nessa viagem sulista. “Eu sempre gostei de dança, e o CTG foi uma oportunidade para eu fazer o que desejava”, disse a estudante de Física, Adriele Barbosa de Souza, que foi convidada pela escola para participar, aceitou e dançou três anos no centro de tradições gaúchas, no período de2000 a 2003. Adriele participava da invernada artística juvenil e ganhou, no ano de 2001, o 1º lugar na dança de salão juntamente com seu parceiro preferido. Ela comenta que tinha um parceiro fixo nos ensaios e explica que a definição dos pares era medida por altura e, principalmente, por afinidade.

 

Os ritmos e as músicas eram tantas que os jovens dançarinos se dividiam nas preferências, mas tinha sempre aquela que agradava a “gregos e troianos’. “Eu sempre gostei da dança do ‘pau de fita’, era divertido e fantástico. Já das músicas eu gostava muito da maçãnico”, declara a estudante. “Eu sempre me simpatizei com o ritmo chamamé, na dança de salão”, cita a Bacharel em Direito.

 

Como está a tradição lá pelas bandas do Rio Grande?

 

“Acredito que em todas as cidades do Rio Grande do Sul existem CTG´s, nos quais as pessoas partilham hábitos, princípios morais e valores referentes à cultura gaúcha, o que inclui comidas, danças e músicas, que solidificam a identidade gaúcha, constituindo um verdadeiro Patrimônio Tradicional”, disse o assessor jurídico Ricardo Mattia, natural de Passo Fundo (RS). De acordo com ele, há inclusive competições específicas entre CTG´s de todo o Estado, como invernadas, declamações e interpretações, o que, segundo ele, fomenta ainda mais a participação. Mattia explica que lá no Rio Grande do Sul a tradição é mais rígida: “Na minha cidade não é diferente, tanto que existem seis CTG´s. Os bailes tradicionais são regulares. Em alguns é necessário estar vestido adequadamente com a Pilcha, que é a indumentária tradicional, utilizada por homens e mulheres e, por lei, é o traje de honra e de uso preferencial, inclusive, em atos oficiais públicos”.

 

O gaúcho fala que, apesar de lá a tradição ser forte, ele não é um seguidor fiel dos costumes. “Eu, particularmente, nunca participei, efetivamente, de um movimento tradicional gaúcho, mas sempre gostei de ir a bailes específicos, nos CTG´s, daqueles em que não se exige o uso de pilcha, mas a música e a dança são tradicionais”. Mattia segue, citando a música pela qual tem mais apreço: “A música que eu mais gosto é CASTELHANA. Ela é tocada em ritmo de vaneirão e a letra é simples, falando de um homem que vai viajar para encontrar sua mulher, que diz mais ou menos assim: ‘Eu hoje me vou pra fronteira, pois queira ou não queria vou ver meu amor. Esperei toda semana, pra ver a castelhana minha linda flor’. E, além disso, é fácil de dançar”, declara.

 

Sobre a questão da importância de ser ou não um gaúcho nato, Ricardo Mattia considera relevante não a origem da pessoa, mas a consideração pela cultura sulista. “Sei que em muitos estados brasileiros existem CTG’s, muito em razão de o povo gaúcho ter migrado para vários lugares e lá manterem viva as tradições. Sobre isso, aliás, estava assistindo a um programa de televisão no qual um gaúcho falava desse movimento tradicional que se expandiu para o Brasil inteiro, e afirmou que ser gaúcho não depende de ter nascido no Rio Grande do Sul, mas sim de gostar, respeitar e cultuar a tradição, e concluiu que qualquer pessoa que se sinta bem será acolhida como verdadeiro gaúcho ou gaúcha”, finaliza o assessor jurídico.

 


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Eu consumo, tu consomes, ele consome, nós consumimos...

Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

 

Quem nunca consumiu que atire a primeira pedra!. O consumo sempre esteve presente em nossa vida e está mais frequente e intenso na sociedade contemporânea. A cada hora do dia percebemos alguma necessidade: uma lâmpada que queimou e precisa ser trocada, aquele alimento que não pode faltar na geladeira ou simplesmente àquela roupa que vai me deixar mais elegante que o meu colega de trabalho.

 

Consumo é algo ativo e constante no cotidiano, e existem vários fatores que influenciam esse aspecto. As necessidades, os produtos, tipos de consumidores e fatores de influência. Existem necessidades primárias e secundárias e por isso é fundamental entender: se deve comprar; o que comprar; quando comprar; de quem comprar e como pagar. Os produtos têm o papel de satisfazerem as necessidades econômicas dos consumidores, os quais são classificados como usuário (pessoas que vão usar); comprador (quem só paga); influenciador (que influencia na escolha da compra, esposa, filhos.) e decisor (quem decide o que comprar). Vale ressaltar que não existem necessidades básicas, e sim culturais.

 

Quando o cidadão recebe seu salário do mês parte dele é destinado ao supermercado, para suprir necessidades de alimentação e higiene. E como bom brasileiro, sempre é “reservado” a graninha para a cerveja com os amigos, a pizza com a família e o cinema com a namorada. Ah, não dá para esquecer a fatura do cartão de crédito.

 

Existem várias pesquisas acerca do comportamento do consumidor que estudam o materialismo, entre elas está a de Ward e Wackman que conceituaram como “uma orientação que considera bens materiais e dinheiro como sendo importantes para a felicidade e desenvolvimento social de uma pessoa”. Já Belk definiu materialismo como uma “postura que engloba traços relativos à personalidade de possessividade, inveja e falta de generosidade e reflete a importância do consumidor em relação à posse de bens”. Outro conceito, só que mais recente estudado em 1992, por Richins e Dawson, caracterizou materialismo como “um valor pessoal de importância à posse de materiais”.

 

É importante entender que nós não só consumimos produtos palpáveis, mas também serviços. E tais serviços estão relacionados com as necessidades especificas de cada individuo ou grupo. Por exemplo, a maioria das pessoas costumam ir ao salão de beleza, algumas retocarem a maquiagem e o cabelo, outras simplesmente cortar o cabelo ou aparar a barba, mas de qualquer forma pagam para receber esse tipo de serviço. Um grupo de formandos precisa dos serviços de decoração, cerimonial, Buffet para que seu baile aconteça de forma completa. Também podemos citar como exemplo os serviços de táxi, ônibus e metrô.

 

Compreender o porquê / o que compramos é uma missão desafiadora para quem estuda o comportamento do consumidor. E esse comportamento pode ser visto de várias formas. Entre vários autores que trazem essa definição, alguns enfatizam que “o comportamento do consumidor pode ser visto como um processo de decisão, cujo ato de compra é meramente uma ponta do processo”.

 

A psicologia não está distante do marketing, ela vem ao encontro do estudo do comportamento do consumidor e traz consigo conceitos que ajudam na compreensão desses mecanismos de compra e venda (de objetos, alimentos, ideias, serviços, sonhos). E assim, através da percepção e, mergulhados na onda dos cinco sentidos, vamos comprando e vendendo a todo o momento. E você, o que consumiu hoje?


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